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Abril de 2011

RECEITAS DELICIOSAS

Lilian Santos é culinarista, e sua experiência em cozinhar vem da infância. Ela participa do quadro de culinária do programa Mulher Vitoriosa, apresentado pela Dra. Elizete Malafaia, ensinando deliciosas receitas a mulheres que precisam preparar pratos fáceis, rápidos e atraentes. Na entrevista, Lilian conta como reuniu todas as receitas que compõem O livro de receitas da Mulher Vitoriosa e dá dicas práticas para quem não sabe cozinhar.

Editora Central Gospel: Qual é a proposta de O livro de receitas da Mulher Vitoriosa?
Lilian Santos:
A primeira palavra que brotou em minha mente foi compartilhar, pois, se posso ajudar alguém com as minhas receitas, fico muito feliz. Conheço muitas mulheres que têm pavor de cozinha. Com o livro e a praticidade das receitas selecionadas, procuro animar homens e mulheres a cozinharem.

ECG: Quando surgiu o interesse por cozinhar?
LS:
Lembro-me de que, aos 12 anos de idade, eu já gostava de prestar atenção a minha mãe cozinhando, e ela aproveitava a oportunidade para solicitar a nossa ajuda. Éramos três meninas. Em nossa casa havia uma escala para ajudar nos serviços domésticos, desde a arrumação e limpeza da casa até o preparo da comida. Então, por causa de minha mãe, senti-me atraída pela arte de cozinhar. Mesmo estudando, conseguia uma folga para me dedicar àquilo que seria o início de meu treinamento na cozinha.

ECG: Como você aprendeu essas receitas?
LS:
Na época em que a minha mãe estava para casar, seu noivo percebeu que ela era prendada, pois sabia costurar, bordar e tocava violino na orquestra da igreja. Naquele tempo, era esse o investimento nas meninas: prepará-las para casar e cuidar da casa, dos filhos e do esposo. Com o casamento chegando, ele resolveu presenteá-la com uma caixa de receitas, que deu resultado. Há algum tempo, minha mãe me deu sua caixinha.

ECG: Todas as receitas do livro foram fornecidas por você ou contou com a colaboração de outras pessoas?
LS:
Sempre tive um livro de receitas que guardava só para mim. Desde os primeiros programas, comecei a buscar ajuda de amigas que gostam de cozinhar, e pedi suas receitas testadas e aprovadas para figurar em nosso livro. Fui atendida por muitas, que, com o desejo de passar adiante o que aprenderam, compartilharam seus segredinhos e suas dicas. Não vou mencionar o nome de cada uma. Se estiverem lendo esta entrevista, saibam que sua atitude me deixa honrada, por isso peço que recebam a minha gratidão. Aprendi que nada fazemos sozinhos, e estamos sempre precisando uns dos outros.

ECG: Fale um pouco sobre sua experiência como culinarista.
LS:
Ainda estou em processo de aprendizagem. É claro que recebo esse título com muita honra. Na verdade, cursei pedagogia e trabalhei fora durante longos anos. Algumas vezes, ao chegar a casa depois de um dia daqueles, lá estava eu fazendo um bolo, testando um pavê ou uma pizza. O cansaço ia embora. A cozinha é um dos lugares da casa que mais me atraem. É uma oficina de arte. Sem contar a satisfação de ver a minha família aprovando os pratos que faço.

ECG: As pessoas que assistem ao programa Mulher Vitoriosa costumam comentar as receitas?
LS:
Há alguns dias recebi um e-mail de uma irmã que mora nos Estados Unidos. Ela estava procurando pratos brasileiros para preparar, e localizou a nossa receita de quindim. Ela contou que o quindim fez sucesso. Desde então, começou a testar nossos pratos e já está aguardando a chegada de seu exemplar do livro pelo correio. Algumas pessoas pedem ajuda na finalização dos pratos. Acredito que essa seja uma oportunidade de fazer novas amigas.

ECG: Você já preparou todas as receitas que estão no livro?
LS:
Todas ainda não, mas muitas delas. Quando eu gosto de um prato, repito muitas vezes, e parece que fica cada vez melhor. Como eu disse, minhas amigas que forneceram algumas receitas confirmaram que os pratos foram testados e aprovados por sua família. Não existe crítica mais sincera do que a de nossa família. É nossa intenção fazer com que essas receitas se tornem conhecidas.

ECG: Esses pratos podem ser preparados por pessoas inexperientes?
LS:
Claro que sim. Meu maior exemplo é a Dona Mercedes, minha mãe. Há mais de 60 anos, sem nenhuma experiência, ela resolveu abraçar seu fichário de receitas e seguir em frente. É um prazer elaborar um prato para receber nossa família. Costumo dizer que maridos gostam de comidinha gostosa, e por que não agradá-los? Precisamos escolher a determinação ou o medo. Até hoje, aos 82 anos, minha mãe cozinha. Por isso, quero encorajar as inexperientes e também aquelas que já sabem cozinhar um pouco. Animem-se! Vocês são capazes!

ECG: Como uma pessoa que tem pouco tempo disponível pode fazer pratos saborosos e rápidos?
LS:
No dia das compras de mercado, você pode adiantar muita coisa. Se comprar carne moída, prepare seus hambúrgueres (congele bem embalados), que poderão ser utilizados em sanduíches ou como bifinhos com um belo molho. Você também pode fazer almôndegas temperadas e um molho de macarronada, sem esquecer-se de congelar sempre.

Se comprar frango em pedaços, faça filés, tempere-os, passe-os em ovos e farinha de rosca. Você pode preparar um molho à parmegiana, lembrando que esses molhos devem ser feitos somente na hora de preparar cada prato.

Também é possível temperar e preparar, com antecedência, filés de peixe e congelá-los. Se desejar fazer peito de frango assado (é o preferido lá em casa), tempere alguns peitos de frango e, no dia seguinte ou em um sábado, asse-os. Embale cada um e congele. Pronto, você tem algumas opções de carne e pode acompanhá-las com saladinhas verdes, purês ou suflês.

ECG: Como o livro pode contribuir para que a família se reúna para as refeições?
LS:
Hoje, temos a desculpa do ritmo de vida corrido que levamos, e que nos impede de estarmos juntos nas refeições. Não aceito a ideia de valores perdidos. Precisamos resgatar esse tempo e espaço em nossa vida. A sugestão do livro é incentivar as pessoas a preocuparem-se mais com a alimentação de sua família, independente de sua renda. Procure unir os familiares, depois os amigos.

ECG: Como orientar as empregadas domésticas a fazer pratos criativos?
LS:
Vai depender muito dessa dona de casa. Ela vai precisar ir ao mercado ou à feira livre e comprar, entre outras coisas, brócolis, espinafre, beterraba, alho-poró, cenoura, batata, inhame, abóbora, a fim de preparar com eles refogadinhos, suflês e purês gratinados, que ficam com uma aparência ótima. Não podemos esquecer que comemos com os olhos. Brócolis e couve-flor se transformam em pequenas arvorezinhas que nossas crianças precisam apreciar. São iguarias que custam pouco no orçamento e são saudáveis. Coloque de lado as frituras, opte por alimentos cozidos. Para sua família comer melhor, vai depender muito dessa mulher-mãe, que pode ser uma profissional liberal ou uma doméstica.

ECG: O livro também traz versículos bíblicos ao final de cada receita. Como surgiu essa ideia?
LS:
Sempre gostei de escrever versículos e espalhá-los pela minha casa, colocando-os no espelho do banheiro, na cozinha, ou próximo à mesa em que meus filhos faziam suas refeições. Era estratégia para que eles decorassem alguns. Em minha mesa de trabalho tinha sempre um marcador de página com alguma referência bíblica. Os versículos colocados no livro foram selecionados com a intenção de que Deus fale com cada leitor de uma maneira muito especial.

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CRESCIMENTO ESPIRITUAL NA EBD


Comentarista da revista de Escola Dominical Lições da Palavra de Deus, o pastor Gilmar Chaves fala sobre o tema Ensinos de Jesus, escolhido pelo setor Educacional da Editora Central Gospel. De acordo com o comentarista, que consultou mais de dez obras para escrever a revista, o conteúdo é capaz de desenvolver o conhecimento bíblico e espiritual do aluno. O pastor Gilmar Chaves é mestre em Teologia pela Universidade da Flórida (USA) e superintendente da Escola Bíblica Dominical na Assembleia de Deus em Jacarepaguá.

Qual é a mensagem central da revista? O que ela transmite aos alunos?
Conforme o título, essa revista focaliza os ensinos do Senhor a respeito de temas de suma importância para o cristão. Abordamos o que Jesus ensinou sobre o Pai, sobre si mesmo, sobre o Espírito Santo e sobre assuntos diversos e extremamente necessários como o amor, a cobiça, a hipocrisia, o novo nascimento e outros. Conhecer bem o conteúdo das 13 lições deste trimestre é de fundamental importância para todos nós, pois promove o aprimoramento do saber bíblico e o desenvolvimento espiritual. A mensagem desses ensinos prepara e motiva o cristão para um compromisso maior com o Reino de Deus.

A coordenadora do setor Educacional da editora, Albertina Malafaia, explicou que os temas das revistas são escolhidos a partir da percepção da necessidade de comentar sobre um assunto. O senhor identifica uma necessidade específica no caso da revista Ensinos de Jesus?
Sim. Hoje em dia, com o advento das tecnologias e a velocidade alarmante com que tudo acontece, as pessoas vão perdendo o contato com a base da fé cristã, e o domínio de determinados temas bíblicos vai ficando em segundo plano. Esse tema surgiu exatamente da necessidade de chamar os alunos da Escola Dominical para estudar os textos das Escrituras que apresentam o que Jesus ensinou sobre diversos assuntos, e levá-los à reflexão e a um posicionamento.

O estudo desse tema pode impactar a vida dos alunos e professores?
Sim, sem dúvida. A escolha do assunto e o trabalho árduo empreendido por mim, pela irmã Albertina e pela equipe editorial justificam-se e têm o seu galardão exatamente pelo que o tema pode operar na vida de professores e alunos da Escola Dominical. A revista vai alcançar o objetivo para o qual foi produzida, isto é, será um instrumento para que o Espírito fale ao coração de cada leitor e, consequentemente, proporcione crescimento espiritual e desejo de comprometer-se cada vez mais com Deus e Sua Palavra.

Como foi o processo de criação da revista?
Quanto ao cumprimento dos prazos, decidi que escreveria uma lição por semana; assim, gastei 13 semanas até a conclusão do trabalho. Em relação ao texto, fiz extensa pesquisa bibliográfica e utilizei também as experiências e conhecimentos adquiridos nesses assuntos ao longo de mais de 30 anos de estudos e ministrações. Cada etapa do trabalho foi regada com oração e confiança na iluminação e direção do Espírito de Deus.

Qual a importância dos exercícios após cada lição?
Os exercícios propostos na revista visam à fixação da mensagem por parte dos alunos e à aquisição de conhecimento.

Há algum livro ou recurso extra que os alunos podem utilizar para um aprofundamento no assunto?
Recomendamos aos professores e alunos a formação de uma biblioteca particular para o estudo desses e outros assuntos, bem como para o estudo geral das Escrituras. Eles devem adquirir Bíblias de estudo, comentários bíblicos, dicionário bíblico e dicionário da língua portuguesa, bem como obras que discutam os grandes temas da Bíblia.

Que dicas o senhor pode dar para o professor ministrar uma aula mais dinâmica?
Que o professor prepare com carinho cada aula que vai ministrar como se fosse única. Ele precisa acreditar que seus alunos querem aprender e desenvolver-se. Cada aula deve ser planejada de forma cuidadosa, os conteúdos intencionalmente escolhidos e as estratégias definidas, para que os alunos sejam motivados a buscar o conhecimento da Palavra de Deus. Um professor apaixonado por Jesus e pelo processo de compartilhar o saber bíblico deixará seus alunos sempre com o desejo de querer aprender mais e mais.

O planejamento deve conter os objetivos, métodos, recursos educacionais e a avaliação. Quanto mais o professor conhecer as necessidades dos alunos e diversificar os métodos de ensino — lançando mão de tecnologia audiovisual, por exemplo —, mais dinâmica sua aula será. Não se pode deixar de dar espaço para a participação do aluno, perguntando, respondendo, concordando ou discordando. O uso unilateral da preleção gera desinteresse e apatia.

Sabemos que muitos membros não participam da Escola Bíblica. Como as igrejas podem atraí-los?
Melhorando o trabalho da escola. Basicamente, as melhorias no projeto educacional da Igreja passam pelo investimento em espaço físico adequado, professores bem preparados, treinamento constante, material didático de excelência e divulgação do trabalho da Escola Dominical e dos eventos ligados à educação cristã.

Que importância o senhor atribui à Escola Dominical?
Ela é essencial para a implantação dos princípios do Reino de Deus no mundo e o cumprimento da grande comissão deixada a todos pelo Senhor Jesus Cristo. É uma ferramenta indispensável à Igreja. Por seu intermédio, a Igreja se fortalece e evangeliza, faz discípulos e prepara trabalhadores para a obra do Mestre. Sua divisão em classes, de acordo com a faixa etária e as características de cada aluno, permite que cada um seja alcançado de modo específico, e que seus professores sejam líderes em processo de formação contínuo. O cristão que prioriza a Escola Dominical será sempre uma pessoa diferenciada quanto ao nível de conhecimento bíblico e ao comprometimento com Jesus e Sua obra.

O que os professores esperam dos alunos?
Que priorizem a Escola Dominical, que estudem a revista durante a semana e levem suas dúvidas para serem debatidas em classe. Que tenham um interesse real em aprender a Palavra de Deus e sejam pontuais e assíduos.

Conte um pouco sobre sua experiência como superintendente de Escola Dominical.
Tenho uma longa jornada de atuação no segmento educacional secular e no cristão (em seminários no Brasil e no exterior). Nesse período como superintendente, tenho procurado aplicar os conhecimentos que adquiri na área da educação e as experiências no ministério cristão. Temos uma equipe muito bem preparada na IADJ (Igreja Assembleia de Deus de Jacarepaguá). São pessoas comprometidas com o Reino de Deus. Com muito amor e sacrifício pessoal, elas têm tornado a administração da escola uma busca permanente pela excelência.

O senhor gostaria de deixar uma mensagem para as pessoas que adquiriram ou desejam adquirir a revista?
Para os que não adquiriram, que não deixem de fazê-lo. Com a revista, o aproveitamento do aluno será muito maior, pois ela não só pode ser usada na igreja, como também estudada em casa. Infelizmente, o número de alunos sem revista na Escola Dominical de algumas Igrejas tem aumentado, e isso não é para ser comemorado.

Para os que já adquiriram a revista, recomendo que os administradores e professores da Escola Dominical incentivem os alunos a usá-la, pois o aproveitamento em termos de ensino/aprendizagem será muito mais significativo.

Adquira aqui a sua revista Ensinos de Jesus para aluno e para professor .

Fevereiro de 2011

ESCOLA DOMINICAL COM EXCELÊNCIA

Albertina Malafaia, mãe do pastor Silas Malafaia, é coordenadora do setor educacional da Editora Central Gospel, área responsável pela produção de revistas de Escola Dominical. Ela conta que começou a escrever em sua adolescência, devido à necessidade de materiais que reforçassem o conteúdo de suas aulas ministradas nas classes dominicais, por isso possui vasta experiência nesse tipo de publicação.

Editora Central Gospel: Por que foi criado o currículo de escola dominical na Editora Central Gospel?
Albertina Malafaia: O currículo de Escola Dominical foi criado devido à necessidade do ensino nas igrejas. Em contato com pastores de diversas denominações, por meio do CIMEB (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil), o pastor Silas percebeu que as igrejas neopentecostais não tinham, na Escola Dominical, um ensino planejado e sistematizado. Por isso, em 2005, decidiu criar as revistas, principalmente para atender a esta demanda.

ECG: Qual é o diferencial que a revista da Central Gospel apresenta?
AM: Nós temos produzido um currículo mais aberto e dinâmico para dar suporte ao ensino nas igrejas. Nossos estudos são bem abrangentes, abordando assuntos de aspecto social, educacional e psicológico. Tudo isso tendo como base os ensinos bíblicos.

ECG: Como são escolhidos os temas e os comentaristas?
AM: Os temas são escolhidos a partir da necessidade de tratar um assunto com mais profundidade. Fazemos um planejamento e, por meio dele, escolhemos um tema, o qual é dado ao comentarista. Então, projetamos o título da revista e treze lições relativas ao tema geral. Os comentaristas e os temas passam pela aprovação do pastor Silas.

ECG: Quais são os recursos que a revista oferece?
AM: Temos revista de professor e de aluno, com um conteúdo didático. E, no final de cada lição, há exercícios para a verificação da aprendizagem. Também disponibilizamos a bibliografia que foi usada para enriquecimento dos assuntos. Na revista das crianças e na revista infantojuvenil, oferecemos encartes com visuais para complementar as aulas e ajudar os professores.

ECG: Durante cinco anos consecutivos, a Revista ganhou o Prêmio Areté. A que a senhora atribui essas conquistas?
AM: Principalmente, à unção do Espírito Santo. Nada pode ser feito sem a direção e a aprovação de Deus. Nosso objetivo é oferecer às igrejas e aos cristãos em geral um material que proporcione suporte para o aprendizado bíblico. Por isso, temos muito cuidado ao escolher os comentaristas e os assuntos que serão abordados,os quais são trabalhados por uma equipe especializada.

ECG: Qual é o tema da próxima revista?
AM: O tema da revista que acabou de ser lançada é Ensinos de Jesus, para o trimestre de março, abril e maio. A revista do próximo trimestre será comentada pelo pastor Silas Malafaia.

ECG: Os clientes também participam de alguma forma da produção das revistas?
AM: Nós estamos trabalhando sempre para melhorar. Procuramos oferecer o melhor, mas mesmo assim, como humanos, nós erramos. Eu gosto da participação dos clientes quando nos ajudam com sugestões. Se encontrarem alguma falha nossa, é bom que nos comuniquem. Havendo uma parceria, o trabalho é aperfeiçoado.

ECG: Quando a senhora começou a envolver-se com a produção de revistas para Escola Dominical?
AM: Eu comecei na adolescência. Na igreja, eu era professora da classe de crianças, e sentia a necessidade de ter um material mais específico. Então, Deus colocou no meu coração o desejo de criar esses materiais. Eu tomei gosto pela escrita. O tempo foi passando, fui dedicando-me e cheguei até aqui.

ECG: A senhora gostaria de deixar uma mensagem para o público da editora?
AM: Gostaria que as pessoas apreciassem o nosso trabalho, porque não é fácil criar uma revista de ensino, e só conseguimos fazê-la com muita oração. Tudo, no Reino de Deus, é conquistado à força, e o diabo não quer que o povo de Deus aprenda, pois quem firma a sua fé, não se desvia. Acho que os cristãos deveriam ter mais fome de aprender a Palavra de Deus, e aproveitar as ferramentas que têm em mãos. A dedicação das pessoas em conhecer a Palavra de Deus, redunda em bênçãos para o Seu Reino.

PIERRE ONASSIS TRILHA UM NOVO CAMINHO

Ele tinha 14 anos quando começou a frequentar os ensaios do Olodum, no Pelourinho, um dos locais mais procurados pelos turistas que visitam Salvador. Aos 17, Pierre participou de um festival promovido pelo grupo, ficou em segundo lugar, e foi convidado para ingressar na ala de canto da banda, na qual permaneceu por nove anos. Daí em diante não parou mais. Suas músicas ficaram famosas na voz de renomados artistas e grupos baianos. Em 2007, no entanto, Pierre Onassis decidiu deixar a fama e a popularidade para seguir um novo caminho, com Cristo. Neste bate-papo, o cantor compartilha sua experiência e conta porque valeu a pena tomar essa decisão mesmo diante das críticas e incompreensões.

Como foi seu encontro com Cristo?
Deus permite que a gente trafegue por muitos caminhos para que um dia a gente perceba que somente Ele pode conceder o que realmente necessitamos e preencher o vazio que existe no coração daqueles que não têm Cristo como seu Salvador. Não me converti para ganhar dinheiro na igreja nem para obter fama, sucesso ou popularidade, porque tudo isso eu tinha, porém em nenhum momento tive a verdadeira felicidade. Ao aceitar Jesus, coloquei na balança o que vivi e o que Ele poderia me proporcionar, que é justamente a liberdade espiritual que eu não tinha.

Que momento marcou essa experiência?
Eu vivia um período bastante conturbado, que estava comprometendo meu relacionamento com minha esposa e meus filhos. Havia uma grande bagunça na minha cabeça. Eu não sabia para onde ir, o que fazer, e o que deixar para trás. Foi nessa época que cheguei até Cristo. Ele retirou a venda que encobria meus olhos, e despertei para o Seu amor, para a Sua Palavra.

Deus operou um milagre em sua família? Como isso aconteceu?
Satanás bagunçou minha vida durante um tempo. Eu estava muito envolvido com os shows e com tudo o que cerca este mundo. Sem perceber, afastava-me cada vez mais da minha esposa e dos meus filhos, Mateus, Yasmin e Pierre. Em um determinado momento cheguei a pensar em me separar e seguir sozinho. Minha conversão aconteceu quando o Senhor me fez compreender que minha família era fundamental para que eu fosse feliz. Quando isso aconteceu, oficializei meu casamento com minha esposa, Mara, já que vivíamos amasiados havia 17 anos. Nossa família foi restaurada; o amor, o carinho e o desejo foram despertados. Esse foi o milagre que Jesus operou em minha vida e na minha família.

Como ficou sua carreira após a conversão? Você continuou se apresentando nas bandas?
Quando aceitei Jesus, o Espírito Santo começou a agir na minha vida e levou-me a entender que o dom de cantar e de compor foi Deus quem me deu. Eu me questionava se era possível servir a Deus e permanecer naquele meio. Sentia-me desconfortável, pois não podia mais ser conivente com as coisas que eu via. Então conversei com minha esposa, e com o apoio dela decidi abandonar tudo. Ainda cumpri alguns compromissos relacionados ao carnaval, e depois me afastei. Há quase três anos não faço mais nenhum trabalho secular, nem músicas que não são louvores a Deus eu componho.

Como seus amigos do meio artístico receberam essa decisão?
Houve quem me incentivasse, alguns viram como oportunismo, outros chegaram a dizer que eu estava louco por abandonar o sucesso, a fama e uma banda que todo mundo conhecia para ser evangélico, andar de Bíblia na mão. Infelizmente, há pessoas que não entendem o mundo espiritual. Somente quem vive uma experiência com Cristo pode compreender uma decisão como essa. A Bíblia nos ensina a reter o que é bom. Busco seguir esse conselho, sou feliz, e é isso o que importa para mim.

Como fez para sustentar a família depois de abandonar a carreira secular?
Deus teve extrema misericórdia de mim, pois não permitiu que eu perdesse tudo. Ele disse: “Vou conservar tudo o que você tem. Você passará por um deserto, mas se tornará um novo homem”. E foi isso o que Ele fez. Transformou-me em um novo homem, com novos princípios, nova conduta, e uma nova índole. Glorifico a Deus, pois se Ele me tirou daquele caminho foi porque tem algo melhor para mim.

Você considera sua estreia na Central Gospel Music como esse algo melhor de Deus para você?
Com certeza. Vejo como uma grande porta, uma oportunidade de testemunhar que Deus é muito bom e de mostrar que louvar é diferente de cantar. Quando louvamos, expressamos nossa gratidão, reconhecemos nossa pequenez diante do Senhor, confessamos que há um Deus maior e que a adoração e os aplausos devem ser para Ele. Durante algum tempo eu não enxergava isso. Minha entrada na Central é a oportunidade de mostrar essa porta ao Brasil e ao mundo. Por algum tempo os desejos pessoais e carnais prevaleceram em detrimento do espiritual, mas o Senhor me renovou e me deu a chance de escrever uma nova história.

Qual é sua expectativa para esse novo tempo na Central Gospel Music?
A melhor possível. Estou feliz, quero compartilhar do amor de Cristo por meio dos louvores, testemunhar a grande obra que Ele fez em minha vida e alcançar muitas vidas para Cristo.

Suas músicas sempre valorizaram o ritmo baiano. Você mantém esse estilo em seu CD?
O louvor que canto hoje é muito diferente das músicas que cantava antes, embora tenha o mesmo ritmo. Essa é a minha característica, a minha origem, porém sou um adorador, que louva a Deus com músicas que tocam suavemente o coração das pessoas. Meu disco é muito eclético. Tem canções animadas, mas também tem músicas de reflexão, de adoração. Misturo as tendências, pois não quero ser taxado de artista do axé.

E como foi a produção do disco?
No período de um ano pedi a direção de Deus, e o Senhor me inspirou na composição das músicas. Produzi o disco no meu próprio estúdio, pois minha intenção era lançá-lo de forma independente. No encontro com a Central Gospel Music, apresentei o trabalho pronto. A gravadora constatou que a essência do álbum era suficiente para lançá-lo, e entrou com a produção, com a sofisticação. O disco traduz a essência do primeiro amor, e a união com a Central Gospel, um ministério sério e organizado, tem tudo para dar certo.

O CD possui quantas faixas?
São 13 músicas, entre elas uma parceria com Paulo Lima e Davi Fernandes, na canção Que amor é esse?, e uma com Gene Ramos, na faixa Deus é bom demais, carro-chefe do CD. A produção leva minha assinatura.

O disco será lançado próximo ao carnaval. Essa época tem algum significado para você?
É uma época estratégica porque tive uma ligação muito forte com o carnaval. O disco revela um novo homem, alguém que experimentou a salvação em Cristo e que tem o objetivo de mostrar às pessoas que é possível cantar louvores, adorar ao Senhor e anunciar a mensagem de Deus, que salva o ser humano.

Você congrega na Igreja Lírio dos Vales, liderada pelo pastor Rogério Dantas, em Salvador. Você exerce algum ministério em sua igreja?
No momento não tenho cargo, mas participo dos cultos e, às quintas-feiras, louvo ao Senhor. Sou um levita, um servo, uma pessoa que leva a Palavra e que ampara o próximo.

Você vem de uma família que não é cristã. Como tem sido a receptividade de seus familiares ao evangelho?
Minha mãe já está visitando a igreja, e tenho falado do amor de Jesus a todos eles. Minha mulher e meus filhos já são batizados. Sempre que possível minha esposa viaja comigo, justamente o que não acontecia quando ia para os shows. Há muitos casamentos que necessitam de restauração, que estão prestes a acabar, e testemunhamos do que Deus tem feito em nossa família, em nosso casamento. Queremos mostrar às pessoas que Deus é poderoso para reverter e transformar circunstâncias, basta que abram o coração para que Jesus opere o milagre, assim como Ele fez com minha família.

Para contatos e convites, ligue (71) 4062-9964 / (21) 2421-9792 / (21) 2421-9795.

Janeiro de 2011

PARA QUEM TEM SEDE DE CONHECIMENTO

Referência para estudiosos e pesquisadores, a segunda edição da Enciclopédia Popular de Cultura Bíblica, de Louis-Claude Fillion, que foi recentemente lançada pela Editora Central Gospel, passou por uma reformulação em seu layout e agora apresenta um novo projeto gráfico. A obra traz mais de 1000 ilustrações e informações relacionadas à cultura e à vida dos povos citados no Antigo e no Novo Testamentos. Em entrevista, o gerente editorial da Editora Central Gospel, pastor Jefferson Magno Costa, fala sobre esse rico conteúdo e expõe a razão da mudança.

Não há como falar da Enciclopédia Popular de Cultura Bíblica sem mencionar seu autor, Louis-Claude Fillion. Quem foi esse homem e qual o valor dele para o cristianismo de sua época e para o cristianismo de hoje?

Louis-Claude Fillion foi um erudito que possuía um conhecimento vastíssimo das Sagradas Escrituras. De família tradicional judaica radicada na França, ele se converteu ao cristianismo por volta de 1860. Como era apaixonado pelas raízes culturais judaicas, intensificou seu interesse pela cultura ligada à Bíblia e ultrapassou a fronteira que separa os judeus dos conhecimentos relativos ao Novo Testamento (isso porque Jesus é o centro do Novo Testamento, e o judeu ortodoxo, tradicional, não aceita que Ele é o Messias). Quando isso foi solucionado dentro do autor, Fillion se tornou um dos homens mais produtivos da cultura cristã mundial de sua época. Suas obras são hoje um verdadeiro tesouro para o cristão que ama a Bíblia e deseja aprender mais sobre a Palavra de Deus.

Quando Fillion começou a reunir esse riquíssimo material que ele usou na Enciclopédia Popular de Cultura Bíblica, a técnica e os recursos para a fotografia eram ainda muito rudimentares. O senhor considera que ele esteve à frente do seu tempo ao idealizar uma obra que foi enriquecida por ilustrações que esclarecem as ricas informações bíblicas que ele colocou no texto?

Com certeza. Esse foi o excepcional recurso que ele utilizou, o da ilustração, já que naquela época, a fotografia ainda estava dando os seus primeiros passos. Fillion reuniu um grupo de desenhistas, e saiu pelos museus, palácios, bibliotecas, e grandes acervos particulares pertencentes a governos ou a pesquisadores. Nesses lugares, tudo o que ele encontrou de importante sobre a Bíblia, ele desenhou. Os desenhistas reproduziram tudo o que de importante estava guardado sobre a Palavra de Deus: os mais variados objetos, gravuras, murais, peças e documentos de inúmeros aspectos relacionados à vida doméstica, civil, social, política e religiosa do povo judeu e das nações biblicamente envolvidas com os judeus. Muitas dessas relíquias hoje nem existem mais. Não chegaram até os nossos dias. Ou viraram pó, de tão antigas, ou foram roubadas ou foram destruídas pelos bombardeios e pilhagens durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Os nazistas roubaram e sumiram com centenas delas.

Então Louis-Claude Fillion foi um grande preservador de riquezas culturais relacionadas à Bíblia?

Um grande resgatador, um pesquisador fenomenal, incansável, apaixonado por tudo o que estivesse relacionado à Palavra de Deus. Fillion foi um mundialmente conceituado comentarista das Escrituras, um teólogo que conhecia o grego, o hebraico, o aramaico e mais umas seis línguas modernas. Foi um zeloso preservador de um dos mais preciosos acervos relacionados às Escrituras. Ele vasculhou as mais ricas e maiores coleções culturais para nos proporcionar esse imenso tesouro de informações reunidas em todos os seus livros, com especial destaque para esse arsenal de ilustrações preciosíssimas que ele usou na Enciclopédia Popular de Cultura Bíblica. O texto contendo as curiosas e preciosas informações que ele reuniu às ilustrações tem como propósito elucidar trechos de difícil compreensão nas Sagradas Escrituras. As imagens, acompanhadas de legendas e dos textos explicativos, relacionam a informação às passagens bíblicas, muitas delas de difícil compreensão, mas que se tornaram claras com a ajuda dessas ilustrações. Foram os chineses que disseram que uma imagem vale por mil palavras. Fillion concordava com os chineses. Outra obra importantíssima que Fillion levou uns 20 anos para escrever, e que a Editora Central Gospel também traduziu e publicou, é a Enciclopédia da Vida de Jesus, que tem mais de 600 ilustrações, nesse caso, fotos. Em breve, estaremos lançando um terceiro livro escrito por esse incansável estudioso judeu-cristão: uma ultrapesquisa da grande, rica e inspiradora história dos milagres de Jesus.

Fale um pouco mais sobre a importância das ilustrações que Louis-Claude Fillion usou em sua obra Enciclopédia Popular de Cultura Bíblica.

Essas mais de 1000 ilustrações retratam aspectos da cultura judaica e dos povos entre os quais os judeus viveram, como os egípcios, os assírios, os babilônicos, os cananeus, e outros povos. A obra exibe imagens de utensílios, mobílias, roupas, joias, armas de guerra, meios de transportes, tipos de moradia, dinheiro, ferramentas de trabalho, objetos usados no culto judeu e nos cultos dos países ligados aos judeus. Essas ilustrações mostram, entre muitas outras coisas, como os povos dos tempos bíblicos viviam no seu dia a dia, como aravam a terra, preparavam sua comida, como educavam as crianças, etc. Também traz informações sobre as doenças, as diversas cerimônias realizadas, e muitas outras abordagens. Muitas coisas que lemos na Bíblia e das quais tínhamos um pálido conhecimento oriundo apenas do que era mencionado nos versículos, estão agora esclarecidas, ilustradas, traduzidas em imagens nessa enciclopédia.

Essa obra teve sua edição original em francês publicada em 1883, tendo sido editada pela primeira vez no Brasil em 2003. É um material exclusivo?

Sim. Nenhuma outra editora tem essa obra. É um projeto único. Não foi lançada em nenhuma feira internacional moderna. Nós a traduzimos da edição original de 1883 e a publicamos com exclusividade na língua portuguesa em 2003. Porém, por ter sido publicada por nós inicialmente em dois volumes, formato 20x28, miolo em duas cores e texto em corpo 14, muitas pessoas reclamavam que gostariam de adquiri-la, mas a achavam cara. Então resolvemos reformulá-la para torná-la mais barata e acessível a todos. A ideia foi transformá-la em um produto que mantivesse o rico conteúdo da edição original, porém por um preço bem mais acessível. Acreditando na importância e na excepcional riqueza dessa obra, propus ao pastor Silas Malafaia uma mudança no projeto gráfico para torná-la mais acessível aos leitores. Pastor Silas autorizou as mudanças, e imediatamente contactamos um designer que é especialista em obras de referência, o nosso amigo Joede Bezerra, e o desafiamos a reformular o projeto gráfico da enciclopédia a fim de barateá-la em até 40%. Ele venceu o desafio, e o resultado é essa magnífica obra. Quem realmente saiu ganhando foi o leitor, que hoje pode adquiri-la por um preço bem mais em conta, menos de R$ 50,00.

Quais foram as principais mudanças?

O conteúdo é o mesmo, conforme eu já disse. As principais mudanças ocorreram no formato da obra, na cor e gramatura do papel, e também no layout da capa. A obra está muito mais agradável de ler, e muito mais fácil de manusear e transportar, já que seu formato tornou-se menor. Mas continua a apresentar a mesma durabilidade e imponência de uma obra de referência. Essa enciclopédia está sendo vendida, inclusive, nas redes de livrarias seculares.

Quanto tempo esse trabalho levou para ser executado?

Na primeira edição em português, em 2003, gastamos quase um ano de trabalho contínuo. Nessa segunda edição, levamos uns seis meses. Muitas imagens, cujos traços não estavam muito nítidos, foram reescaneadas e tratadas. A obra também passou por uma rigorosa revisão de texto, e foi toda reformulada no que diz respeito à distribuição das informações nas páginas. O produto final está muito mais atraente, muito mais legível e bonito.

É uma obra de referência somente para quem se interessa por pesquisas?

Não, de jeito nenhum. É um livro produzido para toda e qualquer pessoa que tem sede de cultura, para quem ama a Palavra de Deus, para quem deseja crescer no conhecimento das Escrituras e quer adquirir um lastro maior de esclarecimentos para solidificar a sua fé. Se o leitor tem interesse em obter esclarecimentos relevantes sobre a Bíblia, o livro que revela Cristo, ele deve adquirir essa enciclopédia. Todo cristão apaixonado por Jesus e Sua Palavra deve ter esse livro em sua estante.

UM CONVITE À ADORAÇÃO

São 20 anos de carreira, 14 CDs lançados e uma vida dedicada a adorar a Deus e ministrar louvores que priorizam a Sua Palavra. A trajetória de Marco Aurélio foi consagrada com o lançamento de Adoremos, pela Central Gospel Music, um álbum inovador para o cantor, pois valorizou mais o vocal, o violão e a guitarra, em vez de seguir o estilo tradicional e sertanejo dos antigos trabalhos.

Confira nesta entrevista mais detalhes sobre esse novo CD produzido por Edinho Cruz:

Por que esperou quase dois anos para lançar esse álbum?
Aproveitei para divulgar bem o CD Um novo tempo, que rendeu muitos frutos e testemunhos lindos. O álbum anterior já profetizava sobre esse trabalho que está sendo lançado. É um marco de virada para mim, tanto na vida pessoal como ministerial.

Como surgiu a ideia de inovar o estilo?
Quando assumi o ministério de louvor na igreja em que congregava, comecei a cantar muitas canções do CD Excelência, de Nani Azevedo, que tinha um estilo com o qual eu não me identificava. Procurei estudar mais sobre esse tipo de música. A partir daí, o Espírito Santo falou ao meu coração que o povo está mais ativo e não quer apenas ouvir música, mas também cantar, adorar. Acabei sendo muito influenciado por Nani, mas também por Eyshila e Jozyanne. Quando viajávamos juntos, a gente sempre conversava sobre isso.

Por que inovar?
Parei em uma linha de música durante muito tempo, e o Espírito Santo me convenceu de que era o momento do novo. O repertório de Adoremos ainda inclui algumas canções no estilo antigo, mas em sua maioria contém louvor congregacional, que exalta o Senhor, que tem letras que colocam o Senhor como o centro de tudo.

O compositor Luiz Fontana também contribuiu para essa mudança de estilo?
Luiz Fontana foi o músico com quem mais falei sobre o assunto. Ele é um antigo compositor nacional, referencial de homem de Deus. Luiz foi de uma presteza fora do comum sem me conhecer pessoalmente antes e me influenciou muito na escolha do repertório. Tanto que gravei quatro canções de autoria dele.

Como foi a seleção do repertório?
Foi complicada. Só recebi músicas de boa qualidade. Mas o Espírito Santo foi me orientando. Virei noites para refletir melhor sobre cada letra, experimentando em minha voz e clamando a Deus pela direção certa. Com essa nova linha que estou seguindo, também passei a ouvir todas as composições que eu tinha guardadas há anos. Uma delas era Há um nome, do Pr. Edmilson Campos, que recebi há 15 anos. Nunca reparei que a música era tão boa, e ela se encaixou perfeitamente nesse novo repertório. A canção Te darei louvor, de Elza de Almeida, já estava comigo há cinco anos, e Sou um milagre, de Daniel e Samuel, há quatro.

Pelo jeito demorou bastante tempo para produzir o CD.
Comecei em novembro de 2009. Foram nove meses de dedicação. Definitivamente o tempo de uma gestação. Depois gravamos o CD em três meses, no estúdio de Edinho Cruz, que é um amigo de mais de 20 anos. Ele e Jorge Aguiar conhecem muito minha voz. Por isso, prefiro gravar com eles.

Mudou também na parte instrumental?
Tem muita guitarra, violão. Eliminei orquestra e saí um pouco do sertanejo, o que era comum nos antigos trabalhos. Como pretendo tocar também, fica mais simples. Inclusive eu toco de verdade nos meus dois clipes. O CD ficou mais jovem. Com certeza vai agradar a todas as faixas etárias.

Por que o título Adoremos?
É um convite ao povo para adorar a Deus, e o louvor é uma expressão da adoração.

Alguma experiência marcante no processo de gravação?
Deus se manifestou de forma surpreendente. Não que nas outras gravações isso não tenha acontecido, mas dessa vez foi com uma intensidade maior. Durante a gravação do vocal, o pessoal teve de parar para momento de choro e contrição. Minha voz chegou a ficar embargada. Na canção Só por Tua graça chorei a música inteira. Para mim, isso é um sinal da aprovação do Pai.

O que espera de 2011?
Espero que as pessoas tenham saúde, muita paz, comunhão com Deus e prosperidade no que fizerem. Que elas estejam de comum acordo com a Palavra, priorizando a família.

Dezembro de 2010

NOVO TEMPO PARA MARQUINHOS E LILIAN

Marquinhos Menezes e Lilian, os novos contratados da Central Gospel Music, falaram sobre o CD Eu creio, primeiro pela gravadora, que será lançado em 2011. Também contaram como foi o início de sua carreira e a experiência de backing vocal.

Elba Alencar, diretora-executiva da empresa, ficou feliz com a nova contratação e acredita que o casal será bênção para a gravadora. “É uma honra ter esta dupla ungida e talentosa em nosso cast. Desejo que o ministério deles seja propagado e alcance mais vidas com o louvor.”

Central Gospel: Como começou o envolvimento de vocês com a música?

Marquinhos: Comecei com oito anos de idade cantando na igreja, com 14 anos eu já estava estudando música, com 17 eu participava de festivais e com 18 anos entrei na banda Rhema. Esta banda me viu tocando em um festival de música e convidou-me para ser um de seus integrantes. A partir daí, começamos a gravar vários CDs. Também participei da banda Rhema Gire, e depois parti para a carreira solo. Após um tempo de carreira solo, casei com a Lilian. Ela também já cantava, e começamos a pensar em um projeto de adoração.

Lilian: Eu cantava desde pequena. Fiz curso de fonoaudiologia, me formei, e não pensava em seguir carreira como cantora. Mas em 2000, com o Bug do Milênio, como costumo falar, o Marquinhos me chamou para fazer um backing vocal. Eu fui, e deu certo. Envolvi-me ainda mais na carreira musical: participei da banda Rhema Gire, do grupo Voices, e depois gravei com Marquinhos. Graças a Deus, estamos aí.

CG: Há quanto tempo vocês cantam juntos?

Lilian: Gravamos o primeiro CD como dupla em 2006, mas cantamos juntos desde 2000.

Marquinhos: Já fizemos muito backing vocal e participamos de muitos CDs. Vai fazer 11 anos que cantamos juntos. Gravamos com muitos cantores, como Cassiane, Fernanda Brum e Eyshila.

CG: A experiência como backing vocal foi o que influenciou a carreira solo?

Marquinhos: Foi um aprendizado. A palavra back já diz: você cantando atrás, dando suporte a alguém. Mas como nós fazíamos muitos backings para muitos estilos diferentes, serviu para nos ajudar na formação musical e para, inclusive, encontrarmos um norte. Serviu para encontrarmos o estilo que gostamos mais de cantar. Gravamos desde adoração até o pentecostal. Fazer backing vocal nos ajudou muito. Sem contar que fizemos muitos amigos. Isso é importante também.

CG: Como definem o estilo musical de vocês?

Lilian: Louvor e adoração. É o que fazemos na igreja, em casa e em todo lugar. Por sermos uma dupla, muita gente pensa que cantamos música sertaneja ou romântica, mas é louvor e adoração.

CG: E como está a produção do próximo CD de vocês?

Marquinhos: Nosso CD já está pronto. Estamos muito felizes por lançá-lo pela Central Gospel Music. Ele é um marco na nossa carreira, pois foi gravado ao vivo em um ginásio, com a participação de uma multidão de jovens. O álbum sintetiza nosso ministério cotidiano, nossa vida nas igrejas. Ele tem tudo o que fazemos: música, palavra e ministrações. O título é Eu creio. É um CD profético, contendo 12 canções que abordam a fé.




ANO DE BÊNÇÃOS

O ano de 2010 foi marcante para Rachel Malafaia. Depois de cinco anos sem gravar, a cantora voltou aos estúdios para produzir o álbum Ao Deus vivo, o segundo pela Central Gospel Music. O trabalho conquistou o Brasil e alavancou a carreira da cantora. Neste rápido bate-papo, Rachel faz um retrospecto das bênçãos e expõe as expectativas para 2011.

Central Gospel: Como foi o ano de 2010?
Rachel Malafaia: O ano de 2010 foi um ano de conquistas e desafios em todas as áreas da minha vida. Este ano pude viver promessas feitas a mim havia muito tempo. Deus é fiel! Ministerialmente falando, o Senhor abriu portas para eu ministrar louvores e a Sua Palavra em locais aonde eu nem imaginava ir, lugares nos quais tive o privilégio de conhecer pessoas, abraçá-las, rir, chorar, orar com elas e profetizar sobre sua vida. Isso foi muito marcante porque houve um tempo em que desejei desistir do meu chamado.

CG: Isso lhe proporcionou uma nova compreensão do seu chamado ministerial?
RM: Com certeza. Deus me fez entender que o meu verdadeiro ministério é com pessoas. Muitas vezes fui desafiada a deixar de lado as minhas opiniões e enxergar além das ofensas. Isso me conduziu a um amadurecimento e me fez encarar as adversidades de forma diferente. Senti Deus presente comigo em todos esses desafios.

CG: Dá para contar as bênçãos?
RM: Sem dúvida! O ano de 2010 foi simplesmente um ano de vitórias. Realizei o desejo que Deus plantou desde que fui para o seminário em Dallas, gravar o CD Ao Deus vivo. Esse sonho foi sendo gerado aos poucos, mas cresceu de forma sobrenatural. Deus esteve à frente de tudo. Ele me guiou e levantou homens e mulheres para me ajudar. Ainda estou vivendo esse sonho e desejo que o Brasil também desfrute dele comigo adorando ao Deus vivo. Além desse impulso na minha carreira estou trabalhando na Editora Central Gospel na área de Relações Internacionais e idealizando novos projetos. Eu só tenho de agradecer ao Senhor por todo o bem que Ele tem feito a mim, mesmo não sendo merecedora. Oro para que isso venha a perpetuar-se ainda mais no próximo ano.

CG: Quais as suas expectativas para 2011?
RM: Creio que o Senhor fará muito mais em 2011, porém quero fazer conforme é dito em Provérbios 16.3: Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. Quero dedicar tudo ao Senhor, e estar no centro da vontade do Pai, pois será um ano de bastante trabalho.



JAZINHO TESTEMUNHA MILAGRE

Trombonista por formação e vocalista do grupo de forró Kainón, Zinri Jarede, mais conhecido como Jazinho, destaca-se por sua alegria e animação nas apresentações da banda. Em entrevista concedida à Editora Central Gospel, ele contou que faz questão de pular e marchar, pois em 2002, após ter sofrido um acidente de carro na serra de Petrópolis – RJ, recebeu o diagnóstico de paraplegia. Jazinho também falou sobre o início de seu ministério de música, sobre a formação do quarteto e sobre as dificuldades que eles enfrentaram no começo da carreira.

CG: De que forma começou o seu ministério?

ZJ: O meu ministério começou em Recife. Na infância e na adolescência, eu e meus irmãos fomos criados na igreja. Nosso avô Tertuliano Gomes foi quem nos ajudou a dar os primeiros passos na música. Então começamos a tocar. Formamos uma bandinha na igreja, e aonde o círculo de oração e o coral iam nós os acompanhávamos para tocar. Nossos pais também são músicos, e tocam acordeom e cavaquinho. Eles são excelentes sanfoneiros e ensinaram tudo a nós. Então nós começamos a tocar, e hoje estamos aí.

CG: A sua família sempre foi cristã?

ZJ: Sim, graças a Deus. Sou nascido em berço cristão. Meus avós foram os fundadores da Assembleia de Deus em Recife, Pernambuco. Meus pais também foram criados na igreja, e nós somos a terceira geração.

CG: Como era a infância de vocês?

ZJ: Eu perguntava ao meu pai por que ele não nos dava de presente brinquedos normais de criança. E eu falava que queria bola e video game. Ele dizia para mim: “Eu não dou bola porque não estou criando jogador. Vou dar cavaquinho, pandeiro e sanfona, e estes vão ser os brinquedos de vocês. Um dia vocês serão conhecidos no mundo, serão profetas de Deus”. Hoje estamos aqui agradecendo ao Senhor pelos presentes que recebemos.

Outra coisa interessante é que minha mãe separava sempre uma quinta-feira no mês para o ciclo de oração. Quem conhece o Nordeste sabe que o ciclo de oração de lá começa às 8h da manhã e acaba às 16h. E nós éramos crianças: eu, o pastor Zicri, que é o trompetista e toca triângulo, e o Zeri, que é o sanfoneiro e o mais novo dos irmãos. Imagina como três crianças ficavam em jejum o dia todo. A nossa salvação era a nossa avó, irmã Noêmia, que levava banana e pão escondido para nos dar. E minha mãe, quando descobria, ficava muito brava com ela. Hoje entendemos por que nossa mãe fazia isso. Ela estava nos ensinando, pois a Bíblia diz para ensinarmos o caminho em que a criança deve andar. Relembramos isso com muita alegria.

CG: Quando o grupo Kainón foi formado?

ZJ: Estamos há 20 anos na estrada. Este ano, aqui no Rio de Janeiro, completamos 15 anos. Foi muito difícil, porque no começo ninguém gostava de forró nem aceitava. Enfrentamos muitas lutas e muitas provas. Em algumas igrejas, quando viam que estávamos com zabumba, sanfona e triângulo para tocar, muitos pastores nos mandavam parar.

CG: A que motivo você relaciona a aceitação que o Kainón tem hoje?

ZJ: Acho que as pessoas viram que nós não tocamos simplesmente um ritmo. Nossas músicas, os louvores que Deus tem dado a nós, vêm da Bíblia. Todos os ritmos são de Deus, e o nosso povo está com uma visão mais ampliada do que é a música e do conceito de ritmo. Antigamente, tínhamos o costume de creditar tudo ao inimigo: samba é do inimigo, forró é do inimigo. Mas não é. A música e o ritmo foram criados por Deus.

CG: O que significa o forró para você?

ZJ: Usamos muito uma frase, e como cantor sou até suspeito para falar. Para mim, o forró significa um ritmo pelo qual podemos transmitir ao povo uma letra, uma música inteligente.

CG: E o CD Através da cruz?

ZJ: Para nós, hoje, está sendo o melhor trabalho da nossa carreira, porque temos aprendido muitas coisas com o decorrer do tempo. Já temos dez CDs gravados, dois pela Central Gospel. Cada álbum tem uma novidade, mas este é a cara do Kainón. A gravadora nos deu todo o apoio, e tem sido uma bênção. O CD está melhor do que esperávamos.

CG: Quando vocês viajam, como ficam as famílias de vocês?

ZJ: Moramos todos juntos, pois temos uma residência muito grande, que o Senhor nos concedeu. Há quem diga que é o condomínio do Kainón, porque as casas são todas juntas, com campo de futebol, piscina e playground para as crianças. Eles ficam todos juntos, e as cunhadas se dão muito bem. Meu pai mora na casa principal. O Kainón não se desgruda nunca, tanto em casa como nas viagens. Quando temos a oportunidade de levar a família, o que é muito raro, nós aproveitamos, mas na maioria das vezes viajamos somente nós quatro.

CG: Existe algum fato que tenha marcado o seu ministério?

ZJ: Muitas coisas marcaram o nosso ministério. Por meio do louvor vimos curas e milagres. Eu mesmo sou um milagre do Senhor, porque muita gente olha e se pergunta por que marcho, corro e danço quando canto. É porque fiquei paraplégico depois de um acidente. Em 2002, estávamos indo cantar em um congresso em Belo Horizonte. Subindo a serra de Petrópolis – RJ, rodei com o carro, e ele capotou. Parei a menos de dois metros de um abismo. Um paramédico me levou para o hospital de Santa Tereza, em Petrópolis. Depois de ter sido realizada uma ressonância magnética, constataram que eu ficaria paraplégico.

Quando os meninos do Kainón souberam o diagnóstico, deram as mãos e clamaram ao Senhor pela minha cura. Um anjo do Senhor entrou na sala onde eu estava, sem passar pela porta, tirou os equipamentos de mim, colocou a mão em minha cabeça e restituiu toda a minha coluna cervical, que estava fragmentada. Hoje estou andando, e ninguém sabe explicar a minha cura. Então, eu marcho, pulo e dou glória. Presenciamos muitos milagres quando cantamos. Já vimos paralíticos se levantarem e pessoas serem curadas de câncer.

CG: Quais são os planos do Kainón para 2011?

ZJ: O plano para 2011 é trabalhar muito este CD novo. Inclusive, já estamos com a agenda quase cheia. O álbum Através da cruz tem sido uma bênção para nós.

CG: O quarteto tem sonhos que ainda não foram realizados?

ZJ: Muitos. Sonhamos chegar aos lugarzinhos mais distantes do nosso país. Queremos chegar lá e ter contato com os irmãos nos lugares mais remotos. Temos sempre andado no interior de Manaus, por exemplo. Tem muito lugar onde o povo nos ama, e onde um dia queremos chegar. Sonhamos com algo que todo mundo espera: ter sucesso em nosso meio. E também que o povo veja que Deus não é Deus de ritmo, é Deus de louvor.

CG: Qual recado você deixa para o seu público?

ZJ: Muita gente nos pergunta como foi o início do nosso trabalho e se tivemos muita perseguição. Sim, nós tivemos. Mas estávamos firmes na promessa e não desistimos. Temos uma formação musical diferente do que tocamos hoje, porque sou trombonista e os outros são trompetistas e tecladistas, com formação clássica. Porém, optamos por tocar assim, do jeito que Deus quis, mesmo sendo criticados muitas vezes. Hoje, vemos que servimos de exemplo para muitos grupos de forró no Brasil. Isso fica marcado em nossa vida. O que eu quero dizer aos meus irmãos é que nunca desistam dos seus sonhos, porque Deus uma hora os realiza.

RAQUEL MELLO COMEMORA DISCO DE OURO

Prestes a completar 21 anos de carreira, Raquel Mello recebeu um presente especial de Deus: o tão sonhado Disco de Ouro, o primeiro de sua trajetória. O prêmio foi conquistado pela vendagem de mais de 52 mil cópias do CD Sinais de Deus, o segundo da cantora pela Central Gospel Music. E foi em meio a esse momento surpresa, durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo na Penha (RJ), que Raquel conversou conosco sobre o seu chamado para o ministério de louvor, sobre família, sobre o terceiro álbum pela gravadora, além dos muitos projetos que planeja colocar em prática.

CG: O Disco de Ouro tem um sabor especial para você, afinal são quase 21 anos de ministério. O que essa conquista significa?
RM: A concretização de um sonho acalentado durante anos. Eu sabia que havia ganhado, mas não que receberia hoje. É um sonho realizado por Deus, uma promessa que o Senhor cumpre em minha vida, e é um privilégio recebê-lo das mãos do pastor Silas. Foi durante um congresso em Camboriú (SC) que Deus usou o próprio pastor Silas para profetizar que esse CD iria inaugurar uma nova etapa no meu ministério.

CG: Você já está ouvindo canções e escolhendo o repertório para seu próximo CD. O que você pretende com esse novo trabalho?
RM: Minha intenção é sempre a mesma: tocar os corações, ver pessoas se converterem e terem sua vida transformada por intermédio das minhas canções, receber muitos testemunhos, e continuar cantando o que as pessoas gostariam de dizer a Deus.

CG: Quantas músicas você já selecionou para esse álbum?
RM: Tenho muitas músicas, mais até do que o necessário. A escolha do repertório é um momento difícil, e recebi músicas lindas. O CD será composto por 12 faixas, e dez já estão prontas.

CG: Você tem pretensão de incluir uma faixa para crianças. Cantar para o público infantil é um sonho?
RM: Sim, é um sonho. A música já está no meu coração. Será especial. Sou mãe e agora entendo o coração de uma criança. Algumas atitudes do meu filho me despertaram esse interesse.

CG: Foi a partir da maternidade que você sentiu esse interesse?
RM: Não. Fui professora de crianças e tenho um carinho muito especial por elas. A maternidade só acentuou esse sentimento. Nas minhas programações chamo as crianças para cantarem comigo. É lindo. No Kades, grupo vocal do qual participei, cheguei a cantar uma música de minha autoria para crianças, mas a experiência do próximo álbum será a primeira em carreira solo.

CG: O que não pode faltar durante o processo de seleção e produção de um disco?
RM: Não pode faltar intimidade com Deus, para não fugir do propósito que Ele estabeleceu. É preciso ter muita sintonia com o Pai para cantar o que está no Seu coração. Não pode haver estresse; tenho de estar preparada para entregar por meio da minha voz toda a emoção que vivo naquele momento.

CG: Você passou por outras gravadoras e há três anos está na Central Gospel Music. Como tem sido essa parceria? Mudou alguma coisa quanto à sua visão de ministério?
RM: Costumo dizer que a Central Gospel foi um divisor no meu ministério. Passei a ter uma visão diferente do que é uma gravadora. As outras foram bênçãos sim. As portas continuaram abertas para mim, construí bons relacionamentos por onde passei, mas com a Central Gospel existe uma grande afinidade. Passei a amar essa empresa como se fosse uma extensão da família, do meu ministério. Aprendi a manter o relacionamento com cada cantor e com os funcionários. Talvez nas outras gravadoras tenha faltado essa aproximação.

CG: Você sempre expressa gratidão por seu chamado ministerial. Evangelizar é a sua missão?
RM: Fui separada desde o ventre da minha mãe para o ministério de louvor e adoração. Toda vez que estou cantando recordo os feitos de Deus, de onde Ele me tirou, e onde me colocou. Estar na Central Gospel, ao lado do pastor Silas, um homem com uma ampla visão do Reino de Deus, me incentiva a querer voar mais alto. Ninguém me conhecia, e Deus valorizou o meu chamado. É por causa desse chamado que estou aqui. Adorar a Deus cantando me faz feliz porque eu me reporto às minhas origens. É a confirmação de que evangelizar por meio da minha voz é a minha missão.

CG: Sua veia evangelística tem motivado você a levar o louvor e a Palavra de Deus aos presídios. Fale sobre essa experiência.
RM: Tenho de viver o que canto. Se canto sobre o amor, tenho de ir até as pessoas que precisam de amor; se canto sobre milagres, tenho de ir às pessoas que precisam de milagres. Nos hospitais há pessoas totalmente fragilizadas, com enfermidades que, aos olhos humanos, são impossíveis de serem curadas. É tremendo cantar e ver Deus curar alguém. Tive o privilégio de testemunhar essa maravilha. A música tem de chegar a esses lugares. O verdadeiro adorador não foi feito somente para cantar em grandes templos, igrejas lindas, ou para ser aplaudido. Fomos feitos para cantar em prisões, em favelas, e estou disposta a ir aonde Deus me mandar.

CG: Você é bastante solicitada para apresentações. Como é conciliar o ministério com as atribuições de esposa e mãe?
RM: Sou mãe e dou prioridade à minha família. Não atropelo as atividades da minha casa por causa da minha agenda. Felizmente, tenho conseguido conciliar todas essas atribuições, e um fator fundamental para isso é que meu marido, Marco Moreno, trabalha comigo. Não saio de casa e o deixo sozinho; ele está sempre comigo. Levo meu filho quando tenho oportunidade, mas sem sacrificá-lo. Nós reservamos tempo para estar juntos como família.

CG: Há quantos anos você é casada?
RM: Sou casada há 11 anos. Meu filho, Victor, tem quatro anos. Casei com 33 anos, numa fase madura. As pessoas às vezes dizem que foi tarde, mas tenho certeza de que foi no tempo certo.

CG: O que mudou em sua vida com a maternidade?
RM: Passei a entender mais o coração de Deus quando Ele fala que corrige aquele que ama, quando fala de Seu amor incondicional. É tão lindo quando disciplino meu filho e depois de segundos ele vem a mim e diz que me ama. Vejo o amor de Deus assim conosco. Mesmo que nós o entristeçamos e depois nos arrependamos, Ele está sempre de braços abertos para nos receber. Esse sentimento de amor incondicional mudou a minha vida.

CG: Você recebe muitos convites para ministrar em eventos femininos. A que você atribui essa identificação?
RM: Acredito que seja por conta da minha experiência na área sentimental, do que Deus fez na minha vida. Creio também que o meu jeito nordestino deve agradar. Sou muito expansiva, gosto de sorrir, e sou muito natural no que faço. Já passei roupa para fora, fui empregada doméstica. Acredito que isso faz com que as pessoas se identifiquem. Sinto-me feliz quando sou convidada por elas.

CG: Alguma experiência em especial marcou você nesses anos de ministério?
RM: Entre as tantas experiências nesses 21 anos de ministério, uma marcou a minha vida. Estava cantando no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, e de repente um homem engravatado, com uma mala na mão, aproximou-se e disse que havia saído de casa naquele dia com a intenção de suicidar-se. Ele me disse que sua esposa estava hospitalizada há dois anos por causa de uma grave doença. O homem deixou seus dois filhos com uma vizinha e saiu de casa com essa intenção. Mas, ao passar por lá, ele me ouviu falar sobre o amor de Jesus, e entendeu que havia esperança. Disse que queria receber o Senhor, arrependeu-se e entregou sua vida a Cristo. Jamais vou esquecer esse dia.

CG: O que falta no seu ministério?
RM: Falta o meu projeto infantil. Desejo abrir uma instituição de assistência social a crianças e trabalhar com idosos; tenho muito carinho por eles. Há muitos sonhos a serem realizados, e peço a Deus que me dê saúde para concretizá-los.

CG: O que você diz ao jovem que tem o talento musical e deseja seguir no ministério?
RM: Foi Deus quem me deu esse talento. Nasci numa família musical. Meu pai é repentista, minha mãe é musicista, e meus oito irmãos são cantores, mas digo que, além do chamado, é necessário aprimorar-se. Não posso fazer extravagâncias, tenho de cuidar da voz. Por isso, devo evitar comer chocolate e sorvete. Tem de haver cuidados, privações, disciplina. É fundamental cuidar do dom que Deus nos deu.

CG: Resuma para nós o que é viver esse momento.
RM: Vivo a melhor fase da minha vida. Estou descobrindo os propósitos de Deus para mim, descobrindo que vale a pena persistir. Muitas pessoas me perguntam se é difícil gravar, e eu digo que elas não devem pensar somente em gravar um CD, mas considerar se têm um chamado. Se eu não tivesse gravadora, continuaria fazendo o que faço, porque quem me colocou onde estou foi Deus. Então, se Ele me tirar, vou continuar fazendo a Sua obra do mesmo jeito. Hoje, não me preocupo somente em gravar, mas também em manter uma postura íntegra, em dar um bom testemunho, porque as pessoas vão comprar meu CD se elas acreditarem na minha verdade. Minha verdade é Jesus na minha vida. E essa é uma grande responsabilidade. Agradeço a Deus porque sei que estou conseguindo marcar a minha geração.



Outubro de 2010

ROBB THOMPSON LANÇA TRÊS LIVROS

Robb Thompson é autor de 30 livros e consultor de ministérios. Ele é fundador e pastor da congregação Family Harvest Church. O escritor veio ao Brasil pela segunda vez para lançar três livros pela Editora Central Gospel: As 10 leis fundamentais do relacionamento, Guia do sucesso financeiro e Excelência no caráter. Em entrevista, ele esclarece os temas de seus novos trabalhos.

Editora Central Gospel: Qual é a sua formação?
Robb Thompson: Minha formação é em aconselhamento bíblico e ministério pastoral. Eu me formei pela Oral Roberts University e pela Christian Life University. Agora, estou trabalhando na criação de uma instituição inteiramente cristã, que será chamada Dan El Instituto de Ensino Superior.

ECG: Qual é especificamente o chamado de Deus para sua vida?
RT: Meu chamado não é para trazer os incrédulos a Cristo, mas para fortalecer os salvos. A ferramenta mais importante para que isto aconteça é a construção do caráter nas relações.

ECG: Existe algo que é uma marca de Robb Thompson em todas as suas obras?
RT: A marca do que fazemos é, sem dúvida, a excelência, porque ela é a atenção ao detalhe, que proporciona um ótimo desempenho e permite que a vida seja repleta de emoções. O mais importante é concentrar-se nas minúcias. Se as pessoas estão perdendo as melhores coisas da vida, é porque não prestam atenção nos detalhes.

ECG: O que você pretende transmitir aos leitores?
RT: Acho que a melhor coisa que qualquer escritor pode fazer é tornar-se um solucionador de problemas. As pessoas que escrevem livros que não significam nada só ocupam o tempo precioso dos leitores, que, na verdade, precisam de instruções sobre como mudar o mundo onde vivem.

ECG: Como uma pessoa deve agir para ser abençoada nas finanças?
RT: A primeira coisa a fazer é entregar-se inteiramente a Deus, em vez de procurar um compromisso apenas quando é conveniente. Nossa rendição precisa ser total. Quando nos entregamos a Deus, tornamo-nos aquilo que Ele deseja para a nossa vida. Descobrimos a vontade do Senhor por meio de Suas promessas e de Sua Palavra, que é o nosso alicerce. Então, quando nos relacionamos com Deus, Ele abre portas para as finanças, de modo que podemos contribuir para que o evangelho seja disseminado, construindo uma forte herança para o Reino de Deus.

ECG: E o que as pessoas têm mais dificuldade de entender sobre finanças?
RT: O conceito demoníaco mais propagado é o que diz que Deus quer que as pessoas sejam pobres. Nada poderia estar mais longe da verdade do que isto. Somos coroa da criação do Senhor, família de Deus, e não há pai que tenha algo e não queira dividir com seus filhos. Pelo contrário, um pai é capaz de abrir mão de tudo o que tem para dar aos filhos.

ECG: O que deve ser priorizado em um relacionamento?
RT: Existem três tipos de pessoas com as quais nos relacionamos: as “pessoas do ontem”, que não têm mais a ver com a posição onde estamos agora e que em geral tentam conduzir-nos de volta ao passado; as “pessoas do hoje”, que tentam deixar-nos inseguros sobre quem somos. Não sabemos se estas se preocupam com o nosso bem-estar ou se enxergam só a si; e as “pessoas do amanhã”, que costumam ser raras em nossa vida. Estas carregam consigo o nosso futuro, querem deixar uma marca em nós e desejam transmitir-nos seu legado, fazendo com que tenhamos esta mesma visão. As três relações são importantes.

ECG: Excelência no caráter afeta todas as áreas da vida? De que forma?
RT: Excelência no caráter é o nosso fundamento e nosso chamado de Deus. Ele não nos chamou para a mediocridade, mas sim para fazer coisas que possam melhorar tudo o que está ao nosso redor. A excelência é o que faz com que sejamos escolhidos. Aqueles que possuem esse diferencial sobressaem em relação aos outros.

ECG: Como liderar com excelência um ministério de tamanha expressão e com tantas igrejas?
RT: Eu conduzo todas as minhas igrejas com excelência, porque me recuso a permitir que vivam na mediocridade. Uma pessoa que escolhe a mediocridade não pertencerá ao meu futuro.

ECG: Qual é a importância do programa Vitória em Cristo dublado em outras línguas além do português?
RT: Acho que o Pr. Silas Malafaia será capaz de influenciar o mundo a voltar para Cristo, seja em português, inglês, espanhol ou qualquer outro idioma. Acredito que foi para isso que Deus o chamou.

ECG: Qual mensagem você deixa para os seus leitores?
RT: A mensagem que eu quero deixar é que não há absolutamente nada que vocês não possam alcançar, quando entregam suas necessidades a Deus.

RACHEL MALAFAIA EM MOMENTO ESPECIAL

Rachel Malafaia vive um momento especial e bastante aguardado em seu ministério. Ao Deus vivo, segundo CD de sua carreira, lançado em agosto deste ano, depois de a cantora ter ficado cinco anos longe dos estúdios, já é sucesso em todo o país. Nesta entrevista, Rachel compartilha com os internautas o que aconteceu no intervalo entre o primeiro álbum, Gerando sonhos, e o atual, expressa gratidão a Deus por seu ministério, e ainda fala sobre casamento e maternidade.

Editora Central Gospel: Antes de começarmos a falar sobre o CD, conte aos internautas como se deu a sua chamada para o ministério?
Rachel Malafaia: Eu jamais pensei que atuaria na área do louvor. Não considerava que tinha voz para cantar. Sempre achei que o meu talento tinha a ver com a ministração da Palavra. Eu amo ler a Bíblia e tenho muito interesse em literatura. Deus falou que eu faria isso, mas eu nem acreditei. Quando entendi o propósito de tudo perguntei: Por quê? E o Senhor respondeu que eu seria um canal da Sua Palavra. O meu sonho é compartilhar e transmitir tudo aquilo que o Senhor tem me dado o privilégio de aprender, e posso fazê-lo por meio do louvor.

ECG: O CD Ao Deus vivo está há pouco tempo no mercado, mas já é possível perceber a repercussão desse trabalho. Como você se sente com o resultado?
RM: Estou bastante animada com a repercussão. Nas igrejas por onde passo, as pessoas glorificam ao Senhor e compartilham algo especial que o Senhor fez em suas vidas por intermédio das canções. Quero ser reconhecida por minha contribuição para o Reino de Deus. Meu desejo é levar pessoas até o Deus vivo, por meio da minha adoração.

ECG: Por que o título Ao Deus vivo?
RM: Na verdade, o tema não está relacionado a nenhuma faixa do disco. Esse CD é um tributo ao Senhor. Expressa a minha gratidão por tudo o que Ele tem feito na minha vida. Vivi uma forte experiência com Deus após o seminário que fiz nos Estados Unidos. Perguntava-lhe o que queria de mim, pois minha preocupação é fazer a Sua vontade e agradar-lhe. Jesus é o meu exemplo. A maneira como Cristo tratava as pessoas revela que Ele priorizava os relacionamentos. Entendi então que meu ministério tem de ser voltado para as pessoas.

ECG: Qual é a proposta desse álbum?
RM: Preocupei-me em fazer um CD que desperte as pessoas para adorar a Jesus, agradecer-lhe pelo ar que respiram, entregar-se completamente ao Senhor e deixar que Ele as preencha. É possível viver essa realidade quando entregamos a Deus até as questões mais simples do nosso dia-a-dia. Jesus quer participar da nossa vida, quer relacionar-se conosco. Que ao ouvirem esse CD as pessoas se sintam motivadas a buscar uma intimidade profunda com o Senhor.

ECG: Seu primeiro trabalho, Gerando sonhos, deu ênfase ao estilo pentecostal. Qual é o estilo que predomina em seu novo CD?
RM: Nesse, predomina o estilo congregacional, com músicas de ministração ao Senhor. No disco Gerando Sonhos, eu falava sobre quem é Deus. Em Ao Deus vivo, canto para Ele. As letras das músicas são fáceis, porém profundas e verdadeiras. Creio que esse CD vai atingir mais a todos os públicos. Os jovens vão se identificar bastante.

ECG: Você canta músicas de compositores renomados. Fale um pouco sobre essas canções e participações.
RM: Deus separou pessoas especiais para participarem desse trabalho. O CD traz 14 músicas, e os compositores são Nani Azevedo, Leila Francieli, Alexandre Malaquias, Rafael Brito, Joe Vasconcelos, Elizeu Costa, Bruno Gusmão e Jairo Bonfim, além de versões de Hillsong e de Brian Ming. A produção é de Paulo César Baruk.

ECG: Entre as 14 canções você tem preferência por alguma?
RM: Amei cantar A ti que me amou assim e Recomeçar. As duas declaram a grandiosidade do amor de Deus pelo homem ao se entregar em sacrifício na cruz.

ECG: Na canção Alfa e Ômega, você canta ao lado de sua irmã, Danielle Cristina, e de Raquel Mello. O trio é superafinado. Como foi a experiência?
RM: Foi maravilhosa. Nossas vozes se encaixaram. A sintonia foi muito boa, e o trabalho fluiu. Além disso, temos uma grande amizade. É importante estar em união, trabalhar com o mesmo pensamento. Isso faz parte da adoração a Deus. O resultado não poderia ser melhor.

ECG: Você ficou cinco anos longe dos estúdios e das apresentações. Como foi esse período?
RM: Gravei o primeiro CD em 2005 e lancei-o em 2006. Quando já estava preparada para gravar o segundo trabalho, meu marido, pastor Silas Filho, propôs irmos para o Seminário Christ for the Nations, em Dallas, nos Estados Unidos, porém não era essa a minha vontade. Eu queria ministrar no Brasil, mas o propósito de Deus era outro. Ele queria me ensinar muitas coisas. Falou ao meu coração para lançar sobre Ele as minhas ansiedades e buscar primeiro o Seu Reino. Foi uma palavra forte. Muitas vezes nos preocupamos com nossas necessidades, com o cumprimento de promessas que o Senhor nos fez, e com milagres, mas o caminho é primeiro buscar a Deus. A Sua Palavra nos dá a direção. Eu sempre orava ao Senhor pedindo que a minha vida fizesse a diferença, não por me sentir melhor do que qualquer outra pessoa, mas porque sabia que Deus queria usar-me em Sua obra.

ECG: E como foi a experiência no seminário?
RM: Inexplicável. Foi um tempo frutífero de aperfeiçoamento para o ministério. O curso é voltado para ministros de louvor. No primeiro semestre, o currículo de disciplinas incluía a área teológica, tudo o que tem a ver com adoração, o chamado. No segundo, fomos capacitados para atuar na parte técnica com gravação de CD, produção de clipe, criação, iluminação, palco, som. Foi muito bom. Sonho em compartilhar esse conhecimento com a igreja.

ECG: Você engravidou durante o seminário e, mais uma vez, precisou parar. Como se sentiu?
RM: Quando saí do seminário, estava pronta para trabalhar, mas o Senhor me fez entender que minhas prioridades naquele momento eram como mulher e serva de Deus. Parei tudo para dar atenção a minha filha, Hadassa.

ECG: E como tem sido a maternidade?
RM: Amo ser mãe. Minha filha tem 2 anos. Ela é um tesouro que Deus me deu. Sinto-me mais preparada até para fazer a obra do Senhor, porque hoje consigo enxergar a vida com outros olhos, passei a ter uma compreensão melhor da vida. Eu amadureci com a maternidade. Quando não estou trabalhando, a minha prioridade é minha família. Esta é a direção que o Senhor tem me dado.

ECG: Você pretende ter outros filhos?
RM: Quero ter outro filho sim, mas não agora. Minhas prioridades no momento são divulgar o CD, trabalhar na igreja e dedicar tempo a minha filha, que ainda é muito dependente.

ECG: Você é casada há 6 anos com o pastor Silas Malafaia Filho. Como é essa parceria?
RM: É uma experiência linda. Temos caminhado juntos em todos os sentidos, inclusive ministerialmente, em nosso chamado. Meu esposo é pastor na Assembleia de Deus em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Eu o auxilio nos cultos de doutrina às terças-feiras, participando do louvor. No casamento é fundamental estar em harmonia e não buscar seus próprios interesses. O apoio mútuo é muito importante. Eu sou a força dele, e ele é o meu apoio.

ECG: Que mensagem você deixa para os internautas?
RM: Meu maior desejo é que eles se sintam envolvidos pela presença do Senhor e atraídos para Deus. Entendam que, independente de onde estejamos, ou do que estivermos fazendo, o Senhor está bem próximo de nós, está conosco sempre. A nossa adoração deve ser um estilo de vida, fazer parte do nosso dia-a-dia, e não se resumir aos momentos em que estamos na igreja.



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Agosto de 2010

A ESSÊNCIA DA LIDERANÇA

Um profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e especialista sobre liderança, Dr. Myles Munroe é fundador do ministério internacional Bahamas Faith, com sede em Nassau, Bahamas. Autor de vários livros best-sellers, entre os quais Compreendendo o Reino de Deus, Aplicando o Reino de Deus e Pais e filhos no Reino de Deus, publicados pela Editora Central Gospel, ele capacita as pessoas a descobrir o propósito divino para elas e a desenvolver seu verdadeiro potencial.

Ao ouvir uma de suas mensagens ou ler seus livros, somos surpreendidos por suas palavras de sabedoria. Tal habilidade do conferencista foi conquistada devido a muita leitura — ele já leu mais de 270 livros sobre liderança —, cursos, participação em eventos com líderes e presidentes de diversas nações, além de cinco diplomas universitários e muita unção de Deus.

Muitos tiveram o privilégio de presenciar algumas ministrações do Dr. Myles no Brasil. No final de 2009, ele foi um dos preletores da 1ª Escola de Liderança da Associação Vitória em Cristo (Eslavec). Neste ano, ele já retornou algumas vezes para pregar na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, e participar de eventos promovidos pelo pastor Silas Malafaia. O último foi o 14º Congresso Pentecostal Brasileiro Fogo para o Brasil, realizado de 26 a 30 de julho, em Brasília.
Em um desses encontros, o Dr. Myles fez uma revelação que chamou a atenção. Após buscar tanto conhecimento, ele concluiu que, em nenhuma de suas fontes de aprendizado, conseguiu uma definição de liderança que o satisfizesse. Acabou, então, criando a sua própria definição, que atualmente é usada por muitos estudiosos e considerada a mais completa: “Liderança é a capacidade de influenciar outros por meio da inspiração gerada por uma paixão, motivado por uma visão que nasce de uma convicção produzida por um propósito”.

Confira a entrevista exclusiva:

Como o senhor percebe o Ministério Silas Malafaia?
Munroe: Deus levanta pessoas específicas para trazer revolução, mudança em nações e no mundo. Estou convencido de que o pastor Silas é um desses indivíduos. Este ministério não é um ministério de igreja, pois é grande demais para o confinamento de quatro paredes. É para as nações. Por isso existe muito favor divino sobre ele. Vejo-o também como instrumento de Deus não apenas para a salvação de almas, mas para a restauração das almas doentes.

Qual a importância de organizar uma escola de líderes como a Eslavec no Brasil?
Munroe: Oitenta por cento das pessoas que se chamam líderes não foram treinados formalmente. Foram ordenados para esses cargos por causa das circunstâncias, enquanto o ideal seria terem um treinamento primeiro para, então, tornarem-se líderes. Por isso, esta escola é necessária; é o que Deus sempre deseja. Afinal, o Senhor quer levantar a Igreja para trazer liderança ao mundo.

Qual o maior problema das igrejas hoje?
Munroe: O maior problema é que a igreja, de um modo geral, não entende a sua mensagem, a sua missão, o seu mandato e a sua responsabilidade para com o mundo. Ela foi reduzida a uma religião, embora Jesus não tenha trazido uma religião a terra. Ele trouxe um governo, um Reino, na intenção de encher este mundo com a moral, os valores e a cultura do Reino. A igreja está trabalhando ao inverso. Pensa apenas em morar no céu e sair da terra, mas se esquece que, primeiro, deve ocupá-la e transformá-la. Precisamos ter o mesmo foco de Cristo.

O que mais lhe chamou a atenção na igreja brasileira?
Munroe: Tenho vindo ao Brasil nos últimos dez anos. O que mais me chama a atenção e tem impressionado é a paixão e a fome pela verdade. Isto é muito raro. Creio que o Brasil tem sido posicionado por Deus para ser uma grande influência espiritual para o mundo no século 21. Vejo a igreja brasileira como líder de impacto na América do Sul.

E com relação aos pastores e líderes brasileiros?
Munroe: Tenho me impressionado com o desejo deles para mudança. Isto é um milagre, pois líderes não mudam rapidamente. Vejo a capacidade deles de absorver novas ideias. E esta nova geração de líderes espirituais vai restaurar a missão e a mensagem originais do evangelho no Brasil.

Qual a ação mais importante para um líder?
Munroe: Liderar é mentorear; edificar pessoas, e não prédios. O próprio Jesus não deixou nenhuma edificação como herança, mas discípulos para darem continuidade à Sua missão. Então, o mais importante é encontrar a pessoa que vai substituí-lo e treiná-la. Se tudo o que o líder fizer desaparecer quando ele morrer, então a liderança dele foi um fracasso.